Redação Publicado em 18/04/2022, às 18h00
“Doutor, tenho 11 anos de idade, 1,52 de altura e 53 quilos. O que eu posso fazer para crescer mais? Não gosto de verdura, até encaro uma salada, mas não é o meu forte”
Antes de qualquer coisa, vale lembrar que, aos 11 anos, possivelmente, o menino ainda nem entrou na puberdade, ou seja, não passou pela fase de crescimento mais intenso. Portanto, é importante dar um tempo para o corpo iniciar essa transição, o desenvolvimento físico e atingir o crescimento esperado.
Em relação à alimentação, o ideal é que as pessoas consigam comer “de tudo um pouco”, mesmo aqueles alimentos que não são os “favoritos”. Uma maneira de comer algo que não gostamos tanto é tentar preparar de uma forma diferente para que a comida fique mais interessante e atrativa.
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O que define a altura de alguém é, basicamente, a carga genética. Ou seja, se os pais forem altos, o mais provável é que os filhos também tenham estatura mais elevada.
Porém, hábitos alimentares também influenciam. Se uma pessoa sofre com a privação de alguns nutrientes, acaba ficando sem “matéria-prima” para se desenvolver, bem como se tem como hábito dormir pouco, há menor liberação do hormônio do crescimento.
Confira:
Além disso, certas doenças podem ter impacto no desenvolvimento e questões como sono de qualidade, alimentação equilibrada e atividade física diminuem esse risco.
Já para quem chegou aos 18/20 anos de idade, é improvável conseguir algum aumento significativo da altura. Exercícios para alongar o corpo e melhorar a postura, por exemplo, podem até resultar em alguns centímetros a mais, porém, não mais que isso.
É possível ter uma estimativa da altura que a pessoa vai atingir, mas isso nem sempre corresponde à realidade. Basicamente, a conta é a seguinte: some a altura do pai com a da mãe e divida o resultado por dois. Assim, é feita uma média dos pais. Para os meninos, devemos ainda acrescentar seis centímetros a essa média.
Se ainda existir alguma dúvida ou a pessoa quiser fazer uma conta mais exata, o melhor caminho é procurar o pediatra que acompanhou a criança para avaliar a sua curva de crescimento. Com isso, é viável dizer com maior precisão qual a provável altura final.
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