4 mitos comuns sobre infecções sexualmente transmissíveis

As ISTs são transmitidas pelo contato sexual e ainda são cercadas por dúvidas

Redação Publicado em 06/10/2021, às 17h00

As ISTs têm tratamento e muitas delas são curáveis, por isso é importante procurar ajuda médica - iStock

As ISTs ou infecções sexualmente transmissíveis são condições causadas por vírus, bactérias ou outros micro-organismos e transmitidas, especialmente, através do contato sexual com outra pessoa infectada sem o uso de preservativo. 

Entre as ISTs mais conhecidas estão: sífilis, gonorreia, candidíase, tricomoníase, HPV (Papilomavírus Humano) e o HIV (vírus da imunodeficiência humana). Diante desse contexto, conheça alguns mitos populares sobre essas infecções: 

#1 Não é preciso se preocupar com ISTs no sexo oral 

Muitas pessoas não consideram o sexo oral como “fazer sexo” e podem ficar despreocupadas em usar proteção durante essa prática. Porém, várias ISTs têm potencial para serem transmitidas através do sexo oral, incluindo: gonorreia, clamídia, sífilis, herpes e HPV. 

Assim, o sexo oral não é uma atividade totalmente livre de riscos e, por isso, é importante comunicar sobre o seu estado de saúde e utilizar os tipos de proteção disponíveis (preservativo feminino ou masculino) na hora da prática.

#2 Dá para dizer que alguém tem uma IST só de olhar para ela 

Uma pessoa com alguma infecção sexualmente transmissível pode perfeitamente parecer saudável e não manifestar sintomas. Porém, isso não significa que ela não possa transmitir a condição. Embora o risco de transmissão seja geralmente maior quando os sintomas estão presentes, muitas ISTs ainda podem ser disseminadas na ausência de sinais - e é por isso que uma aparência saudável não substitui a comunicação, a proteção e os testes. 

#3 Não dá para se infectar pela mesma IST duas vezes

Só porque uma pessoa teve uma infecção sexualmente transmissível uma vez não significa que ela está livre de tê-la novamente. Ter se curado de uma condição, como gonorreia, clamídia ou sífilis, por exemplo, não traz imunidade – na verdade, muitas pessoas contraem a mesma infecção várias vezes e, até mesmo, da mesma pessoa. 

Confira:

Se uma pessoa foi tratada para uma IST, mas a sua parceria sexual não, é possível transmiti-la de volta. Por isso é tão importante testar e, em caso de um diagnóstico positivo, tratar a infecção. Vale lembrar ainda que as ISTs virais, que são incuráveis, podem ter múltiplas cepas, ou seja, diferentes tipos de vírus, como é o caso da herpes ou do HPV.

#4 Não é preciso se preocupar com ISTs se estiver usando preservativos 

Embora os preservativos sejam uma das melhores ferramentas para proteger contra ISTs, usá-los consistentemente não garante o fim dos riscos . Herpes e HPV, às vezes, estão presentes no corpo em lugares que não são cobertos por preservativos, o que significa que ainda podem ser transmitidos durante o sexo protegido. 

As pessoas também cometem muitos erros na hora de usar o preservativo, que acabam minando seus benefícios de proteção, como esperar até depois de começar a fazer sexo para colocar preservativo e tirar o preservativo antes de terminarem a relação. Muitas, ainda, colocam os preservativos incorretamente e não inspecionam a embalagem e a data de validade, aumentando a probabilidade de falha do preservativo e de transmissão de doenças.

O mais importante é se cuidar

O fato de as ISTs existirem não é uma razão para evitar ou ter medo da atividade sexual, mas sim para seguir os cuidados indicados. Atualmente, temos ferramentas eficazes disponíveis para preveni-las. Além disso, muitas são curáveis, como sífilis, gonorreia, clamídia, sem contar com as diversas (e eficazes) ferramentas para gerenciar as incuráveis.

Veja também:

HPV HIV IST infecções sexualmente transmissíveis

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