Sexo na gravidez: 4 coisas que você precisa saber!

No Dia da Gestante, entenda mais sobre o tema que muita gente ainda considera tabu

Redação Publicado em 15/08/2022, às 14h30

É essencial observar se o casal está saudável e se a gravidez não é de risco para manter as relações - iStock

O dia 15 de agosto é marcado pelo Dia da Gestante. A data é celebrada para alertar sobre os cuidados que toda grávida deve ter e receber para gerar uma nova vida da forma mais saudável possível. 

Existem diversos aspectos importantes que merecem ser abordados, desde a importância das consultas do pré-natal para a saúde da mãe e do bebê até tudo o que envolve sexo durante a gestação. Esse último assunto é, aliás, considerado tabu por muita gente. Afinal, pode ou não fazer? A seguir, veja quatro pontos importantes que você deve saber sobre esse tema:

1. O sexo na gravidez é permitido

Na maioria dos casos, o sexo ao longo da gravidez é recomendado e pode até trazer benefícios para o parto e pós-parto. Em condições normais, o ato não causa parto prematuro, não prejudica o bebê e nem estimula o rompimento da bolsa amniótica. Na penetração vaginal, a cavidade interna do útero, local onde se desenvolve o bebê e estão localizados a placenta e o líquido amniótico, fica distante o suficiente para não haver riscos. 

2. O sexo deve ser evitado em caso de gravidez de risco

É preciso ter alguns cuidados para que o ato não traga problemas. É importante observar se não há infecções genitais ou urinárias e, além disso, vale lembrar que, em situações em que a gravidez é considerada de risco, a relação sexual deverá ser evitada.

Por exemplo, em casos de ameaça de aborto, de placenta prévia (quando a placenta não se forma no local correto e fica na parte debaixo do útero, podendo sangrar com facilidade), de infecções graves, de rotura da bolsa amniótica ou em situações de hipertensão e de parto prematuro. Na ausência desses problemas, é possível manter relações sexuais até o final da gravidez.

Confira:

3. O sexo na gravidez tem benefícios 

Para começar, o sexo é um ótimo exercício físico para a musculatura perineal e para a mobilidade pélvica, o que favorece o preparo para o parto natural. Ou seja, o ato permite que toda a musculatura que envolve a entrada da vagina se contraia e relaxe durante o sexo, o que é ótimo para ir preparando o canal de parto, deixando-o mais frouxo e favorável para a passagem do bebê.

No caso da mobilidade pélvica, ou mobilidade do quadril, quanto mais frouxos estiverem os ligamentos pélvicos, melhor será para abrir os caminhos do canal de parto e favorecer o parto natural.

O ato ainda constrói vínculo de confiança e fortalece o casal emocionalmente, melhora o humor e a autoestima, aumenta a liberação de endorfinas, diminui a ansiedade e traz bem-estar, contribuindo para o equilíbrio emocional ao longo da gravidez.

Além disso, ainda há o ponto de vista hormonal. Durante o orgasmo, ocorre uma estimulação de liberação do hormônio ocitocina, conhecido como “hormônio do amor”. Ele é produzido em grande quantidade pelo corpo materno durante o trabalho de parto e após o parto, pois é responsável pelas contrações uterinas e também para manter o útero pequeno após o parto, evitando hemorragias.

Muitas pessoas tendem a achar que, por terem relações sexuais, irão produzir mais ocitocina e causar um parto prematuro. Porém, em condições normais, a quantidade que é liberada no ato sexual, bem como em todo o tempo que dura uma relação, é insuficiente para influenciar na hora do parto.

Outro ponto que gera dúvida é o fato de o esperma ter prostaglandinas, substâncias que também podem levar ao aumento de contrações. Contudo, semelhante ao que ocorre com a ocitocina, a quantidade e o tempo de exposição a essa substância não geram riscos de acelerar contrações e parto.

4. Nem toda mulher gosta de fazer sexo na gestação

Essa questão é algo muito particular e que varia de mulher para mulher. Algumas relatam que sentem mais desejo e outras menos. Os hormônios da gestação naturalmente aumentados favorecem maior fluxo de sangue para região genital, o que pode aumentar a excitação e a lubrificação.

Entretanto, cada mulher é única e traz consigo uma história de aprendizados com relação à sexualidade. Às vezes carrega medos, mitos e tabus, que funcionam como gatilho para causar desinteresse sexual.

Dessa forma, durante a gravidez, com as mudanças físicas e emocionais que ela passa, a queda do interessse pelo sexo pode ocorrer e é importante que cada uma se reconheça e tenha paciência consigo mesma. É apenas uma fase e vai passar. 

Fonte: Ginecologista e sexóloga Milena Brandão

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