Trabalhar mais de 45 horas por semana faz mal ao coração, diz estudo

Quem tem uma jornada de 55 horas por semana têm risco 16% mais alto de sofrer evento cardiovascular após dez anos

Jairo Bouer Publicado em 14/10/2019, às 16h38 - Atualizado às 23h55

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Trabalhar mais de 45 horas por semana, ao longo de uma década, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Para quem atua em período integral, essa propensão aumenta a cada hora adicional trabalhada, segundo pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Eles analisaram dados de mais de 1.900 participantes de um estudo de longo prazo sobre saúde e trabalho. Todos estavam empregados há pelo menos dez anos. A equipe descobriu que, entre os que atuam em período integral, o risco é significativamente maior para quem trabalha além da faixa de 40 a 45 horas por semana.

O estudo levou em consideração eventos como angina, doença coronariana, insuficiência cardíaca, infarto, derrame e pressão alta. O risco dessas ocorrências, na população estudada, foi de 43% e não variou muito entre quem trabalhava entre 40 e 45 horas. Mas, além desse período, o risco aumentou cerca de 1% a cada hora a mais.

Em outras palavras, indivíduos que trabalharam 55 ou mais horas ao longo de uma década apresentaram um risco 16% mais alto de doença cardiovascular. E, entre aqueles que seguiram uma jornada de 60 horas ou mais, pelo mesmo período, o risco foi 35% maior.

Os resultados foram publicados no Journal of Occupational and Environmental Medicine e divulgado no jornal britânico Daily Mail.

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