Camisinha estourou no sexo anal; tem risco de gravidez?

Seguidora conta que o preservativo rompeu durante a relação sexual e pergunta se há chances de engravidar

Redação Publicado em 03/01/2022, às 17h00

O uso da camisinha no sexo anal é indispensável, ainda que não haja risco de gravidez - iStock

“Doutor, eu e minha esposa fizemos sexo anal e a camisinha estourou. Corro o risco de engravidar? Tomei banho depois”

Não há risco de gravidez quando o assunto é sexo anal ou oral. Essa possibilidade só existe na relação vaginal, quando há penetração na vagina e o homem ejacula ali dentro.  

É importante lembrar que, caso o casal tenha feito sexo vaginal sem camisinha, a mulher estiver no período fértil e o homem ejacular dentro do canal vaginal, não adianta nada tomar banho depois. Banho nunca foi método contraceptivo e, uma vez que o sêmen é colocado dentro da vagina através da ejaculação, o risco existe. 

Só tem duas formas de engravidar

Para encontrar o óvulo, o espermatozoide precisa estar envolto em um conjunto de líquidos chamado sêmen – ou esperma – e esse fluido deve ser depositado dentro do canal vaginal. 

Sendo assim, só há duas maneiras de engravidar: ejaculação dentro da vagina sem nenhum tipo de proteção – por exemplo: o homem estando sem cueca, a mulher sem calcinha e ambos não usarem nenhum método contraceptivo – ou introdução dos dedos sujos de sêmen dentro do canal vaginal.  

Confira:

Quais os riscos do sexo anal?

Apesar de não oferecer risco de gravidez, é importante ter alguns cuidados para que a relação sexual seja feita de forma segura e prazerosa. 

Primeiro, é importante lembrar que o ânus não conta com a lubrificação natural que ocorre no sexo vaginal. O revestimento do reto também é mais fino do que o da vagina. Logo, a falta de lubrificação  aumenta o risco de rupturas relacionadas ao atrito nos tecidos mais frágeis do ânus e do reto.

Para minimizar esse problema, a pessoa deve tomar algumas precauções para evitar que as pequenas fissuras na região:

  1. Use um lubrificante à base de água para minimizar as fissuras relacionadas ao atrito;
  2. Troque os preservativos se passar do sexo anal para o vaginal, a fim de evitar passagem de germes de uma região para outra (o que pode resultar em infecções);
  3. Interrompa o sexo anal se a pessoa sentir dor ou desconforto.

Vale lembrar, ainda, que, como há maior risco de machucados durante o sexo anal do que durante o sexo vaginal, há maior oportunidade de contrair infecções sexualmente transmissíveis (IST). Logo, o uso de preservativo nesse momento é indispensável.

Por fim, é preciso ter “muita calma nessa hora”. Isso porque o ânus é um orifício que conta com a ação de dois músculos circulares: o esfíncter interno e o externo. Um é possível de ser controlado; já no outro, a contração é involuntária.  

No caso do sexo anal, se a pessoa for com “muita sede ao pote”, pode acontecer a chamada contração reflexa, provocando muita dor e desconforto em quem é penetrado. 

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