Adolescente deve encarar o sono como investimento para o futuro

Segundo pesquisa norte-americana, o risco de ser obeso aos 21 anos é 20% maior para jovens que, aos 16, dormem menos de seis horas

Jairo Bouer Publicado em 14/10/2019, às 16h18 - Atualizado às 23h57

-

Mais um estudo comprova que dormir pouco na adolescência tem consequências bem mais graves do que cochilar durante as aulas. Segundo um novo trabalho, o risco de ser obeso aos 21 anos é 20% maior para jovens que, aos 16, dormem menos de seis horas.

Pesquisadores da Escola de Saúde Pública Mailman, da Universidade de Columbia , e da Universidade da Carolina do Norte analisaram informações sobre a saúde de mais de 10 mil jovens com idades entre 16 e 21 anos.

Quase um quinto dos adolescentes de 16 anos afirmava dormir menos de seis horas por noite. E esse grupo foi mais propenso a apresentar IMC (Índice de Massa Corporal) elevado cinco anos mais tarde. Os resultados aparecem no Journal of Pediatrics.

Os pesquisadores ressaltam que a obesidade aumenta o risco de doenças cardíacas, diabetes e câncer. Por isso, é importante insistir que os adolescentes durmam mais de oito horas por noite. Além, é claro, de que isso vai deixá-los mais alertas durante as aulas.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano, o CDC (da sigla em inglês), adolescentes devem ter de nove a dez horas de sono.

O cansaço e a sonolência costumam alterar o apetite e estimular o desejo por alimentos mais calóricos. Essa, provavelmente, é a principal razão que leva pessoas que dormem pouco a engordar. Então, não esqueça: dormir bem não é perda de tempo. Pelo contrário, é um investimento para o futuro.

obesidade sono adolescente início