Produtos “fitness” podem fazer você comer mais e malhar menos

Quanto mais preocupado com o peso, maior a chance de exagerar e encarar o alimento como substituto do exercício, diz estudo

Jairo Bouer Publicado em 14/10/2019, às 16h28 - Atualizado às 23h56

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Shakes e barrinhas energéticas têm forte apelo entre jovens que praticam atividade física e querem perder gordura. O problema é que muita gente, ao olhar uma embalagem associada a fitness, fica com a sensação de que pode comer o produto à vontade. E, segundo sugere um estudo, passa até a se exercitar menos. E aí, não tem jeito: os esforços para manter a forma vão por água abaixo.

Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, e da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, concluíram que muitos consumidores encaram esses produtos, até de forma inconsciente, como substitutos da atividade física.

Joerg Koenigstorfer e Hans Baumgartner criaram embalagens diferentes para um mesmo produto: um mix de frutas secas e oleaginosas. Uma delas era neutra, enquanto a outra continha a palavra “fitness” e a figura de um tênis.

Ao todo, 162 pessoas foram convidadas a testar os produtos. Metade recebeu o neutro, enquanto a outra, o “fitness”. Todos responderam a questionários sobre hábitos alimentares e eventuais restrições na dieta. Depois de saborear os lanches, eles eram convidados a usar uma bicicleta ergométrica pelo tempo que quisessem.

Aqueles mais preocupados com o peso foram os que mais comeram – eles consumiram cerca de 200 calorias a mais e fizeram menos exercício do que os participantes menos encanados com a forma física. Os resultados foram publicados no Journal of Marketing Research.

Os autores sugerem que produtos alimentares associados a fitness deveriam ser mais específicos, nas embalagens, sobre a importância de se exercitar para ter os resultados desejados com o produto. Mas também é importante que as pessoas fiquem de olho nos rótulos e tenham consciência das calorias consumidas.

 

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